Vem refletir junto sobre isso com a @vanessamouffron, autora desse texto e prof. do nosso curso 100% online sobre Laserterapia aplicada à amamentação!
Sempre me perguntam sobre protocolos de fotobiomodulação (FBM) para aumento da síntese de prolactina (PRL) e produção láctea!
Vale lembrar que a PRL é um hormônio produzido na hipófise cuja regulação é feita pelo hipotálamo, então, a não ser que estejamos falando da FBM transcraniana (e olhe lá!), nenhuma irradiação alcançará sua verdadeira “fábrica”! Mas, será que aplicações “à distância” poderiam funcionar?
Vamos à literatura!
Encontrei apenas dois artigos que correlacionaram o uso da FBM com os níveis de PRL. No primeiro deles, o grupo estudo foi irradiado por 3 dias consecutivos nas incisões cirúrgicas de cesariana e recebeu também o ILIB por 15 minutos. Após 10 dias, os grupos foram reavaliados e olhem só: com o protocolo aplicado houve melhora significativa na cicatrização porém “NÃO FORAM OBSERVADAS MODIFICAÇÕES NOS NÍVEIS DE PRL NO GRUPO IRRADIADO COMPARADO AO PLACEBO”.

Um segundo estudo, por sua vez, utilizou 0,8J/cm2 para fissura mamária e avaliou seus efeitos nas taxas de diferentes hormônios. Resultados: não houve mudança nos níveis de PRL em mulheres sem dificuldades, porém observou-se aumento naquelas com “hipogalactia”
. Apesar da conclusão dos autores parecer otimista, esse estudo não tem uma metodologia bem esclarecida, além de resultados confusos e duvidosos.

Sendo assim, até o momento não temos evidências científicas que sustentem essa prática. Levanto ainda algumas reflexões:




São tantos questionamentos…Que tal deixarmos o laser para quando ele for realmente sabidamente útil e necessário?